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Paraguai: produzir sem pedágio. O guia da Lei de Maquila para quem decide com a conta na mesa

Em 4 páginas, sem juridiquês: o que você paga hoje só para produzir no Brasil, o que o Paraguai deixa de cobrar com a Lei de Maquila, e as três contas que dizem se vale a pena para a sua fábrica. Escrito por Fernanda Iorio, engenheira e fundadora da FCI Consulting Export.

1%
é o único imposto que a maquila paga no Paraguai (Lei 7.547/2025, art. 37)
0
de imposto de importação sobre máquina, matéria-prima e embalagem (art. 14)
230+
indústrias brasileiras com programa de maquila aprovado

Por Fernanda Iorio, FCI Consulting Export · outubro de 2026 · PDF, 4 páginas

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O que está no guia

A ideia em uma imagem: a estrada com pedágio

Pense na estrada entre o seu fornecedor e a sua fábrica. No Brasil, essa estrada tem pedágio a cada 50 km: imposto de importação, IPI, ICMS, PIS, Cofins. A mesma máquina, o mesmo aço, a mesma resina chegam mais caros não porque são melhores, mas porque pagaram pedágio. A Lei de Maquila do Paraguai é uma estrada sem pedágio para quem produz lá e exporta. Só que estrada sem pedágio ainda tem combustível, distância e destino. Este guia é sobre a viagem inteira.

Página 2 · A regra e a primeira conta

Celular

Todo brasileiro sabe por que o mesmo celular custa a metade do outro lado da ponte: não é o aparelho, é o imposto. Com máquina industrial é igual. A mesma máquina de solda custa cerca de R$ 1 milhão posta na sua fábrica e US$ 90 mil comprada direto do fabricante. O que muda é o pedágio.

O que a Maquila faz

Sua empresa paraguaia produz por conta da sua indústria no Brasil e exporta. Em troca, o Paraguai cobra 1% sobre o valor que você agrega lá e deixa entrar sem tributo de importação tudo que serve para produzir: matéria-prima, insumo, embalagem, máquina, molde, ferramenta (Lei 7.547/2025, arts. 14 e 37). Aprovação em cerca de 90 dias, gratuita e digital; programa válido por até 20 anos.

Conta 1: insumo e máquina sem pedágio

Comprar a matéria-prima 40% mais barata pode dobrar o lucro sem vender uma peça a mais, porque o preço de venda e o volume continuam os mesmos. Para indústria em que o insumo pesa 40% a 60% do custo, essa linha sozinha muda a margem. Para quem usa insumo nacional e barato, muda pouco, e eu digo isso no primeiro dia.

O que o vídeo de 30 segundos não conta

  • A estrada sem pedágio tem seguro. Você dá uma garantia à aduana pelo valor dos tributos suspensos (fiança, seguro ou hipoteca). Não é desembolso, mas custa todo ano.
  • O insumo tem prazo de validade: 12 meses para virar produto exportado, prorrogáveis. A máquina fica enquanto o programa durar.
  • Venda no Paraguai: até 10% do que exportou, pagando todos os tributos. O regime é para quem vende fora.
  • Consultor não é obrigatório (Resolução SE-CNIME 14/2026). O que a FCI vende não é o protocolo. É a conta que diz se vale.

Página 3 · As contas 2 e 3

Alimento

Ingrediente barato não garante prato barato. Tem a entrega, a taxa de serviço, o cozinheiro novo que demora. O que decide é o custo do seu produto entregue no seu cliente, não o preço na porta da fábrica.

Conta 2: o produto volta ao Brasil

A tarifa de importação pode ser zero, se o produto tiver origem Mercosul (em geral 40% de conteúdo regional; o Paraguai pode usar até 60% de insumo de fora do bloco até 2038). Mas origem zera só a primeira cancela. IPI, PIS/Cofins e ICMS na entrada continuam, conforme o produto e quem compra. Se o seu cliente é indústria ou atacado, ele se credita de parte; se vende ao consumidor, não. Quem promete "entra sem imposto" está contando meia estrada.

Conta 3: pessoas, energia e frete

O salário mínimo paraguaio é maior que o brasileiro em reais; a diferença está no encargo (16,5% de IPS patronal contra até 29% no Brasil) e na produtividade depois do primeiro ano. Energia a cerca de US$ 0,05 por kWh ajuda quem consome muito. E o frete: 1.000 km de Ciudad del Este ao interior de SP, dois despachos, dias de estoque na estrada. Peça técnica de R$ 40 o quilo paga 3% de frete e fecha. Embalagem vazia de R$ 6 o quilo paga 20% e não fecha. Mesma lei, mesma estrada, resposta oposta.

A conta inteira, em três cenários (ilustrativo)

Produto de R$ 100 entregue, feito no BrasilBrasil hojePY conservadorPY provávelPY favorável
Insumo · pessoas · energia · frete · tributo na entrada45 · 18 · 7 · 5 · 2538 · 14 · 5 · 12 · 2234 · 12 · 4 · 10 · 2031 · 10 · 4 · 9 · 18
Custo entregue100918072

Conservador não paga o investimento: a recomendação é ficar. Provável paga em 2 a 3 anos: é o que a diretoria aprova. Favorável é o que o vídeo mostra. Valores ilustrativos.

Página 4 · Como começar, quando não ir, próximo passo

Carro

Você não precisa comprar o carro para saber se o caminho vale. A Lei 7.547 prevê três jeitos de produzir no Paraguai: fábrica própria (comprar o carro: investimento alto, controle total), shelter (alugar: um provedor local opera a planta com a sua tecnologia, art. 27) e submaquila (aplicativo: uma indústria paraguaia faz parte do processo para você, art. 25). Na maioria dos estudos, a resposta é começar por submaquila ou shelter em 6 a 12 meses, validar volume e qualidade, e só então comprar o carro.

Cinco casos em que a FCI diz para ficar no Brasil

1. Insumo nacional e baratoO ganho da maquila é no insumo importado. Sem ele, sobra folha e energia, e isso raramente paga a mudança.
2. Cliente que exige produção no BrasilLicitação, montadora com conteúdo local. Se é 60% da venda, o Paraguai serve para os outros 40%.
3. Produto pesado e baratoPré-moldado, embalagem vazia, líquido a granel. O frete come a economia.
4. Margem já altaCom 30% de Ebitda, 8 pontos a mais não pagam dois anos de implantação.
5. Sem caixa para 18 mesesA lei dá 18 meses para começar a produzir; a equipe leva mais 12 para render. Sem fôlego, quebra no meio.

"Se a conta não fecha no cenário conservador, eu digo para ficar. Já disse, e vou continuar dizendo." Fernanda Iorio

Perguntas frequentes sobre o guia

O guia "Paraguai: produzir sem pedágio" é gratuito?

Sim. São 4 páginas em PDF, sem custo. Você preenche nome, empresa e WhatsApp e o arquivo abre na página seguinte. A FCI usa o contato para responder dúvidas sobre a sua indústria; não compartilha os dados com terceiros.

Para quem é este guia sobre a Lei de Maquila?

Para o dono ou diretor de indústria brasileira que ouviu falar do 1% do Paraguai e quer entender, sem juridiquês, o que a Lei de Maquila faz, o que ela não faz e como calcular se vale a pena para a sua fábrica.

O que é a Lei de Maquila do Paraguai, em uma frase?

É o regime (Lei 7.547/2025, que substituiu a Lei 1.064/97) em que uma empresa no Paraguai produz por conta de uma matriz no exterior e exporta, pagando um tributo único de 1% sobre o valor agregado e importando insumos e máquinas com os tributos suspensos.

O guia diz se vale a pena para a minha indústria?

Ele mostra as três contas que decidem (insumo e máquina, volta ao Brasil, pessoas, energia e frete) e cinco casos em que a resposta é ficar no Brasil. A conta da sua fábrica, com os seus números, é o Projeto Paraguai da FCI.

Quer saber se a conta fecha para a sua indústria?

Em uma conversa de 45 minutos, sem custo, você sai sabendo se está nos cinco casos de "fica" ou se vale aprofundar com o Projeto Paraguai.

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Fontes: Lei 7.547/2025; Decreto 5.714/2026; Resolução SE-CNIME 14/2026; MIC (Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai) 2026; Guia REDIEX 2025. Exemplos ilustrativos.

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